BUCOS - ALDEIA DE MONTANHA
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Votos de Bom Ano Novo 2026
A Casa de Sanoane de Cima deseja a todos os amigos um Ano Novo de 2026 repleto de saúde, paz e boas energias.
Que este novo ano traga união, respeito, cooperação e muitas conquistas, tanto a nível pessoal como coletivo.
Que não falte motivação para novos desafios, força para ultrapassar dificuldades e alegria para celebrar cada vitória.
Que juntos possamos continuar a caminhar com amizade, solidariedade e espírito positivo.
Um excelente 2026 para todos, com sucesso, harmonia e esperança renovada.
Feliz Ano Novo 2026!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
A Figueira Centenária da Casa de Sanoane de Cima
Na encosta tranquila da aldeia de Bucos, havia uma casa de pedra antiga e acolhedora chamada Casa de Sanoane de Cima. Ao seu lado, como uma guardiã do tempo, erguia-se uma figueira centenária, de tronco multiplo e raízes fortes, que parecia abraçar a terra.
Todos os dias, ao fim da tarde, o menino Miguel gostava de ir até à figueira pela mão do avô. O avô caminhava devagar, com o chapéu de palha na cabeça e um sorriso sereno, como quem conhece bem os segredos do lugar.
— Sabes, Miguel, — dizia o avô — esta figueira já era velha quando o meu avô era menino.
Miguel abria os olhos de espanto. Para ele, a figueira parecia quase mágica. Os seus ramos faziam sombra fresca no verão e ofereciam figos doces que perfumavam o ar.
O avô sentava-se na parede de pedra, encostado ao tronco rugoso, e começava a contar histórias. Falava de tempos antigos, de crianças que ali brincaram, de cantigas ao luar e de dias de colheita. Miguel escutava em silêncio, sentindo que a figueira também ouvia tudo, guardando cada palavra nas suas folhas.
Às vezes, Miguel encostava o ouvido ao tronco.
— O que estás a fazer? — perguntava o avô, divertido.
— Estou a ouvir as histórias da figueira, — respondia Miguel — ela sabe mais do que nós.
O avô sorria, com os olhos brilhantes.
— Talvez saibas mais do que imaginas, meu neto.
Quando o sol começava a bater no monte picoto, os dois seguiam para casa. Miguel levava sempre um figo na mão e uma história no coração. A figueira ficava ali, firme e silenciosa, protegendo a Casa de Sanoane de Cima e esperando pelo dia seguinte.
E assim, entre raízes antigas e passos pequenos, crescia uma amizade feita de amor, memória e natureza — uma amizade que nem o tempo conseguiria apagar
A Casa de Sanoane de Cima, o Cruzeiro, o Menino Miguel e o Avô
Na Casa de Sanoane de Cima, de paredes antigas e telhado de ceramica, vivia o menino Miguel com a sua família. A casa fica situada num lugar alto, de onde se viam os campos verdes, as árvores antigas e o caminho de pedra que leva até ao cruzeiro da aldeia.
Todos os fins de tarde, Miguel gostava de sentar-se à porta com o avô. O avô tinha mãos pequenas e rugosas, cheias de histórias para contar. Dizia sempre que aquelas mãos guardavam a memória da terra, do trabalho e do amor pela aldeia.
— Avô, conta-me outra história do cruzeiro — pedia Miguel, com os olhos brilhantes.
O avô sorria, levantava-se devagar e dizia:
— Então vamos até lá. As histórias gostam de ser contadas no lugar onde aconteceram.
Caminhavam juntos pelo caminho, junto muros de pedra da casa e ervas curiosas. Quando chegavam ao cruzeiro, o avô explicava que ele ali estava há muitos anos, protegendo a aldeia, ouvindo promessas, agradecimentos e preces de quem por ali passava.
— Este cruzeiro já viu muitas gerações, Miguel. Viu meninos como tu crescerem, partirem e regressarem — dizia o avô.
Miguel tocava na pedra fria do cruzeiro e imaginava todas essas pessoas, como se fossem personagens de um grande livro invisível. Sentia-se parte daquela história.
— Um dia, Miguel, serás tu a contar estas histórias — continuava o avô — e assim a Casa de Sanoane de Cima nunca será esquecida.
De volta, o sol começava a esconder-se atrás do monte, pintando o céu de laranja e dourado. Miguel segurava firme a mão do avô, sentindo-se seguro e feliz.
E assim, entre a casa antiga, o cruzeiro silencioso e as palavras sábias do avô, o menino Miguel aprendia que as histórias mais bonitas nascem da ligação entre as pessoas, a memória e o lugar onde o coração se sente em casa.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
A Casa de Sanoane de Cima, o Natal e o Menino Miguel
Era Natal na aldeia de Bucos.
Na rechã do cruzeiro, a Casa de Sanoane de Cima acordava envolvida pelo frio do inverno, mas cheia de calor no interior.
O menino Miguel chegou cedo à casa.
Ele gostava do Natal ali, porque tudo parecia mágico e verdadeiro.
Ao acordar na manhã de Natal, Miguel espreitou pela janela.
A eira estava coberta de geada, brilhando como estrelas no chão.
Dentro da casa, a lareira crepitava.
O cheiro das rabanadas e das filhoses espalhava-se pelo ar.
Miguel ajudava como podia.
Punha os guardanapos na mesa grande, onde toda a família se reunia.
À noite, todos se sentaram juntos.
Houve histórias antigas, risos e canções de Natal.
Depois da ceia, Miguel saiu um pouco.
Olhou para o céu estrelado e sentiu o Natal no coração.
Miguel percebeu que o melhor presente não estava na árvore.
Estava no amor, na união e na memória daquela casa.
Cansado e feliz, Miguel adormeceu.
A Casa de Sanoane de Cima guardou mais um Natal na sua história.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Homenagem a Dra Maria Alice Brás
80 Anos de Vida, Saber e Dedicação
Celebrar os 80 anos de Maria Alice Brás é homenagear uma vida construída com estudo, trabalho, valores familiares e profundo compromisso com a educação e a história.
Maria Alice Brás nasceu em Bucos, na Casa da Pereira, lugar de memórias fundadoras e de afetos duradouros. Cresceu no seio de uma família de seis irmãos, onde aprendeu desde cedo o sentido de partilha, responsabilidade e união. Foi em Bucos que frequentou a escola primária, iniciando um percurso de aprendizagem que viria a marcar toda a sua vida.
A vocação pelo saber levou-a a prosseguir estudos no Colégio da Torre – Sagrado Coração de Maria, em Braga, e posteriormente no Liceu Sá de Miranda, onde concluiu o ensino secundário, distinguindo-se pelo rigor e dedicação. O caminho académico culminou na Universidade de Coimbra, referência maior do ensino superior em Portugal, onde consolidou a formação que sustentaria a sua carreira de excelência.
Como professora do Ministério da Educação, Maria Alice Brás exerceu o magistério com elevado profissionalismo, exigência e sentido ético, deixando marca profunda nos alunos e colegas. A sua ação estendeu-se além-fronteiras, integrando o Ensino de Português no Estrangeiro, na Suíça, onde promoveu com sucesso a língua e a cultura portuguesas, sendo reconhecida pelo mérito, competência e dedicação.
Para além do percurso académico e profissional, destaca-se o seu mérito familiar, alicerçado em valores sólidos, na fidelidade às origens e no respeito pela história e pela memória coletiva. Hoje, residindo em Lisboa, Maria Alice Brás continua a ser uma referência de cultura, serenidade e sabedoria.
Aos 80 anos, prestamos-lhe uma homenagem sentida e justa, com profunda admiração e gratidão por uma vida exemplar, que honra Bucos, a Casa da Pereira, a sua família.
Parabéns, Professora Maria Alice Brás.
O seu legado permanece vivo, inspirando gerações.
domingo, 21 de dezembro de 2025
A Casa de Sanoane de Cima e as Férias de Verão do Menino Miguel
Na Casa de Sanoane de Cima, o verão chega devagarinho, trazendo sol quente, dias longos e muitas gargalhadas. É ali, entre a serra e o vale, que o menino Miguel vive algumas das férias mais felizes do ano.
Todas as manhãs começam com um café da manhã especial. O cheiro do pão quentinho espalha-se pela casa, misturado com o cantar dos passarinhos. Miguel come depressa, cheio de alegria, porque sabe que um grande dia está prestes a começar.
O avô, com o seu jeito calmo e sorriso tranquilo, prepara tudo na eira. Abre o guarda-sol, coloca a espreguiçadeira, arruma as cadeiras à sombra e separa as boias e as abraçadeiras. A piscina, cheia de água fresca e brilhante, parece convidar Miguel para brincar.
— Já está tudo pronto! — diz o avô.
Miguel desce a correr. Mergulha, chapinha, salta, inventa jogos e faz ondas como se fosse um pequeno peixe feliz. A água brilha ao sol, e as gargalhadas ecoam pela eira.
Os pais estão sempre por perto, atentos e tranquilos, partilhando conversas e sorrisos. O avô observa tudo com orgulho, guardando no coração cada momento daquele verão vivido em família.
Depois do almoço, quando o calor fica mais suave e a tarde parece não ter fim, tudo acontece outra vez. A piscina volta a encher-se de risos, a eira de alegria, e o tempo parece parar só para Miguel.
Assim são as férias de verão do menino Miguel na Casa de Sanoane de Cima: dias simples, cheios de cuidado, amor e memórias que crescem com ele, como um tesouro guardado para sempre no coração.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
A Casa de Sanoane de Cima
Na ladeira do tempo, a casa antiga, Ergue-se firme, com história e encanto, As paredes guardam segredos da vida, Nos sussurros do vento, um canto suave.
O cruzeiro em pé, vigilante e sereno, De braços abertos, acolhe a oração, Sob o céu que pinta de azul tão pleno, Protege a memória, traz consolação.
A figueira, amiga, sob sombra generosa, Balança dançando ao ritmo do ar, Seus galhos entrelaçam, vida preciosa, Em cada folha, uma história a brotar.
O canastro alegre, repleto de núcleos, Guarda a colheita, fruto do trabalho, Com mãos calejadas, cultiva amores, Na simplicidade, se encontra o valor.
E a fonte murmura, na dança da água, Refresca os dias, traz paz ao coração, Espelho da vida, onde a alma se apascenta, Na casa de Sanoane, encontro a razão.
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