quarta-feira, 29 de julho de 2026
O Cruzeiro de Pedra de Bucos
No silêncio altivo da rechã,
Ergue-se o cruzeiro de pedra fria,
Sentinela que saúda a manhã
E o cansaço do fim do dia.
Fica no encontro de caminhos,
Onde o destino se divide e refaz,
Testemunha de passos e ninhos,
Ponto firme que acolhe e dá paz.
Em frente à Casa de Sanoane de Cima,
Sua silhueta desenha a história,
A gravidade da rocha aproxima
A velha terra da eterna memória.
Ao seu lado, a fonte murmura,
Água clara que corre e sacia,
Bênção líquida, frescura pura,
Que com o mármore faz harmonia.
E o braço de pedra, fiel e sagrado,
Aponta o rumo com devoção,
Mostra o templo no céu recortado:
A igreja na rua da sua oração.
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