quinta-feira, 23 de abril de 2026
Memória Histórica da Igreja de São João Batista de Bucos
A história da Igreja de Bucos é um mosaico de devoção e generosidade, profundamente ligada às casas nobres da região. Recuando aos anos de 1750, a estrutura da igreja testemunhou uma importante valorização com o acrescento da Capela de São João Batista. Na época, este espaço era pertença da Casa de Sanoane de Bucos, simbolizando o prestígio e a ligação direta da fidalguia local à vida espiritual da comunidade.
Originalmente, a freguesia de Bucos não gozava de autonomia administrativa, pertencendo à paróquia de Cabeceiras de Basto, S Nicolau. A sua elevação a paróquia independente trouxe novas figuras centrais, entre as quais se destaca o Padre Adão de Moura. Natural de Atei, o carismático pároco chegou a Bucos no início do século XX (c. 1900), tornando-se uma figura incontornável da memória viva da terra.
A configuração atual do património paroquial deve muito à família Braz. Em 1953, num gesto de desprendimento, Custódio Henriques Braz, da Casa da Pereira, efetuou a doação de bens imóveis de grande valor à paróquia. Esta ligação ao património de Bucos era hereditária: Custódio era filho de uma herdeira da Casa de Sanoane de Cima, que ao casar para a Casa da Pereira, uniu estas duas linhagens.
Graças a esta doação, a Igreja passou a dispor da "Casa do Senhor", situada junto ao adro — hoje convertida em sala de catequese e apoio paroquial — bem como da residência paroquial (Rua da Igreja, nº 53) e respetivos anexos, onde habitou o Padre Adão de Moura e habita o Padre Avelino Vilela.
O parque, anexo à Igreja Paroquial, que serve de parqueamento automóvel foi doado para a Igreja por Manuel de Oliveira Henriques Braz da Casa de Sanoane de Cima, nos anos 1990, com o objectivo de construção do Lar de Terceira Idade de Bucos.
Este legado permanece, ainda hoje, como o alicerce da vida comunitária e religiosa de Bucos.
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