quinta-feira, 12 de março de 2026

Os dois Netos na Casa de Sanoane de Cima

Na bonita Casa de Sanoane de Cima, numa aldeia tranquila rodeada de campos verdes e caminhos antigos, havia dois meninos muito especiais: Miguel e Lourenço. Eles eram primos, mas acima de tudo eram grandes amigos. Sempre que iam visitar o avô, os dois chegavam cheios de alegria e vontade de brincar. Logo que entravam na casa, corriam para o hall grande e iluminado. Ali havia brinquedos guardados com carinho: carrinhos, bolas, bonecos e até algumas coisas antigas que pareciam esconder histórias. Sentados no tapete, Miguel e Lourenço inventavam aventuras. Mas a brincadeira não ficava só dentro de casa. Quando o sol brilhava lá fora, os dois corriam para a eira, aquele largo de pedra onde tantas gerações já tinham trabalhado e brincado. às vezes eram exploradores, cavaleiros ou jogadores de futebol Ali começava uma nova aventura. — Vamos jogar às escondidas! — dizia o Miguel. — Agora somos caçadores na floresta! — respondia o Lourenço. Escondiam-se atrás dos muros, das mesas e das pedras antigas. Imaginavam que estavam numa grande aventura, seguindo pistas e procurando tesouros secretos. O riso deles ecoava pela eira, enchendo o lugar de vida e alegria. Depois de tanta corrida e brincadeira, vinha a melhor parte: a cozinha.O cheirinho da comida chamava os dois meninos, que chegavam com as faces rosadas e os olhos brilhantes. — Avô, temos fome! — diziam quase ao mesmo tempo. Sentavam-se à mesa, comiam com gosto e contavam as aventuras do dia. A cozinha ficava cheia de conversas, gargalhadas e histórias. No final do dia, antes de irem descansar, Miguel e Lourenço faziam sempre a mesma coisa: abraçavam-se como dois grandes companheiros de aventuras. O avô olhava para os dois com ternura e pensava no quanto era bonito vê-los crescer assim, unidos pela amizade. E com um sorriso no rosto dizia baixinho: — Que a vida vos dê sempre amizade, alegria e muitos sonhos para realizar. O avô deseja o melhor do mundo para vocês, meus queridos netos.E assim, na Casa de Sanoane de Cima, entre o hall, a eira e a cozinha, ficavam guardadas memórias felizes que os dois levariam para toda a vida.

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