sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
A Casa de sanoane de Cima e o Retrato de José Henriques Basto ou Bastos
Tal como a casa, também este rosto se apresenta sem excessos. O olhar firme, a postura medida e o fato cuidadosamente composto revelam uma relação profunda com o tempo e com a responsabilidade. Não há aqui gesto supérfluo: há presença.
Uma presença que se construiu entre paredes conhecidas, ritmos agrícolas, estações repetidas e uma vida feita de continuidade.
A Casa de Sanoane de Cima não era apenas o lugar onde se habitava; era o espaço onde se aprendia a resistir, a cuidar e a permanecer.
Este homem pertence a esse universo.
A sua imagem parece trazer consigo os mesmos valores que moldaram a casa: solidez, discrição e sentido de pertença.
As marcas que hoje atravessam a fotografia — riscos, dobras, sinais de uso — são semelhantes às que o tempo deixou na casa. Não são feridas, mas testemunhos.
Confirmam que tanto a imagem como a arquitetura foram vividas, atravessadas por gerações, tocadas pelo quotidiano.Integrar este retrato neste livro é reconhecer que a história da Casa de Sanoane de Cima não se escreve apenas através de paredes, pátios ou terrenos, mas também nos rostos que lhe deram vida.
A casa permanece porque foi habitada. E este rosto permanece porque pertence à Casa.
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