sábado, 22 de abril de 2023
Memórias de Bucos - Lugares de Bucos
A Freguesia de Bucos, localizada em Portugal, é um território rico em recursos naturais e culturais, com vários rios, fontes e poças de água, além de campos férteis e pontes históricas.
A Freguesia de Bucos é composta pelos seguintes lugares habitacionais: Bucos, Vila Boa, Carrazedo, Casares e Além do Rio. No Lugar de Bucos, encontramos outros pequenos bairros habitacionais denominados: Portela, Rechada, Deveza, Lugar, Barreiro, Touça, Souto Mouro, Igreja, Barraco, Sra dos Caminhos, Alto da Portela e Cruz de Prados. Além disso, existem fontes de água no Lugar de Bucos, como a Fonte da Vila, a Fonte da Pereira, a Fonte de Cortezelas e a Fonte do Ferreiro. Há também poças de água, como a Poça de Vales, a mais importante, e a Poça da Quelha das Nogueiras. A freguesia é atravessada pelos rios Peio, Porto Souto e Cangada, que são cruzados pelas pontes Ponte dos Moinhos, Ponte do Porto Souto, Ponte da Pereira, Ponte do Gado, Ponte da Cangada, Ponte de Maceiras e Ponte de Bouças. Alguns dos principais campos da freguesia incluem os Campos de Vales, Campos das Vessadas, Insuas, Campos da Ribeira, Cernadas, Leiras longas e Campos dos Lombos. Outros campos importantes são os Campos do Padrão, Campos de Prados, Campo dos Freixos, Campos de Fontelas, Campos dos Soutos, Campos da Felgueira, Campos das Cambelas, Campos dos Agros, Serzedos, Retortas, Campos dos Salgueiros, Lameiros, Costa, Amiais, Carvalha, Campos de Leres, Campos das Levandeiras, Campos de Urjais, Campos das Balocas, Campos dos Iteiros, Borralheiros e Linharinhos.
segunda-feira, 17 de abril de 2023
Objetos antigos de Bucos
A forquilha de madeira, a machada, o sacho, o machado, o engaço e a tesoura são objetos simples, mas fundamentais no quotidiano rural. Cada um deles reflete a ligação profunda entre o homem, a terra e o trabalho manual, transmitida de geração em geração.
A forquilha de madeira servia para manusear palha, feno ou estrume, sendo indispensável nas lides agrícolas. A machada e o machado eram usados no corte e desbaste da madeira, na preparação da lenha e na construção de utensílios e estruturas. O sacho, por sua vez, era essencial no cultivo da terra, permitindo limpar, revolver e cuidar das culturas. O engaço tinha aplicação na organização e no transporte de materiais agrícolas, enquanto a tesoura desempenhava um papel importante nos trabalhos de poda, colheita e outras tarefas de precisão.
Conjuntamente, estas ferramentas de corte, trabalho e serra representam instrumentos essenciais na construção, manutenção e sobrevivência das comunidades rurais. Elas demonstram a habilidade humana em transformar a matéria-prima da natureza em objetos úteis, revelando saberes tradicionais, esforço físico e um profundo respeito pelo ritmo da terra.
segunda-feira, 16 de agosto de 2021
Ecomuseu familiar - Memórias de Bucos - A Casa Rural de Sanhoane de Riba
A Casa de Sanhoane de Riba, localizada em S João Baptista de Bucos, possui uma rica história que se estende desde 1677, com três fases de construção e renovação até 2002.
As memórias paroquiais de S João Baptista de Bucos começam a referir A Casa de Sanhoane de Riba, após a data de 1677, em assentos de casamentos e baptizados.
Deduz-se, que esta casa passou por algumas fases: 1677 data provável da sua construção, ou ocupação; 1841 data provável da sua ampliação ou reconstrução; 1995 data da sua recobertura, 2002 data da sua renovação interior.
Esta casa teve o seu conhecimento com Simão Delgado e Margarida Francisco em data provável 1677. Desta época serão as escadas, a cozinha da casa, o forno de lenha, corte ou casa das vacas, corte ou casa do cavalo, corte ou casa das ovelhas, adega, eira e alpendre, celeiro ou armazém dos produtos agrícolas. Em 1841, data provável da sua ampliação pela família Henriques Basto ou Bastos, construção aproximada, aos dias de hoje. Em 2002, a família Henriques Braz fez a adptação interior da casa, mantendo intacto o seu desenho exterior, portas, janelas e telhado.
Pelo nome das famílias, aparentemente, parece ter havido alterações de descontinuidade familiar, como por exemplo venda e compra, família Delgado e Francisco para Henriques e Basto ou Bastos e continuidade familiar para Henriques e Braz.
quinta-feira, 12 de agosto de 2021
Ecomuseu familiar - Memórias de Bucos - Casa de Sanhoane de Riba
Ecomuseu Familiar da Casa de Sanoane de Cima
O Ecomuseu Familiar da Casa de Sanoane de Cima nasce do profundo respeito pela memória, pela identidade e pela continuidade histórica de uma família intimamente ligada à terra e à comunidade de Bucos. Mais do que um espaço expositivo, este ecomuseu assume-se como um lugar vivo, onde a história doméstica, os saberes tradicionais e as memórias transmitidas entre gerações se preservam e ganham novo significado.
A origem desta história remonta a 1677, data fundamental para a compreensão da Casa de Sanhoane de Riba. Em 18 de junho de 1677, conforme registado nas memórias religiosas da Igreja de São João Batista de Bucos, celebrou-se o casamento de Simão Delgado com Margarida Francisca, da Casa de Sanhoane. Este matrimónio deu origem a uma linhagem familiar que perdurou por séculos e que marcou profundamente o lugar.
Deste casamento nasceram dois filhos, António e Senhorinha. Simão Delgado faleceu em 22 de março de 1710, e Margarida Francisca veio a falecer em 1734, ambos na Casa de Sanhoane de Riba. O filho António contraiu matrimónio em 22 de março de 1710 com Illena de Oliveira, da Casa do Ruival, assegurando a continuidade da família. Senhorinha, por sua vez, faleceu em 2 de fevereiro de 1713, também na Casa de Sanhoane de Riba.
Pode, assim, concluir-se que 1677 representa a data inicial da Casa de Sanhoane de Riba, uma vez que, antes desse momento, as memórias paroquiais apenas faziam referência à Casa de Sanhoane de forma genérica. A partir desta data, a casa ganha identidade própria, associada a pessoas, vidas e histórias concretas.
O Ecomuseu Familiar da Casa de Sanoane de Cima valoriza este percurso histórico, integrando documentos, memórias orais, objetos do quotidiano rural e o próprio edifício como testemunho vivo do passado. É um espaço onde a história familiar se cruza com a história local, permitindo compreender a evolução da casa, da família e da comunidade ao longo do tempo, num diálogo permanente entre passado, presente e futuro.
sábado, 7 de agosto de 2021
Memórias de Bucos - A casa do forno comunitário do Lugar da Portela
O forno comunitário de Lugar da Portela é um tesouro cultural, mantido pela tradição das famílias, desde os anos 50, em Cabeceiras de Basto. Neste momento, desativado.
No Lugar da Portela, na Freguesia de São João Batista de Bucos, Cabeceiras de Basto, existiu um forno comunitário para cozer pão de milho, atualmente localizado na Travesa do Ferreiro, no mesmo Lugar da Portela. A casa do forno pertencia à família de Joaquim da Caseira, que se mudou para Macieira de Liz, Leiria, nos anos 30/40, permitindo que a casa fosse usada pelo povo do Lugar da Portela para cozer seu pão de milho. Nos anos 50, a casa passou para a família Alvaro Garcias e Margarida Travessa, que emigrou para o Brasil. No entanto, a esposa ficou na casa e manteve a tradição. O forno desta casa era único, pois era feito de uma laje de pedra e aquecia-se com pouca lenha, o que tornava-o procurado pelas pessoas do Lugar. Hoje em dia, a casa do forno comunitário pertence a Manuel Travessa, que reside em Lisboa.
quinta-feira, 8 de julho de 2021
Guia de Plantio de Sementes
Confira este vídeo com instruções básicas para o plantio de suas sementes:
Instruções específicas para cada espécie: Acesse as instruções mais específicas de cada espécie como temperatura e luminosidade ideal acessando nosso link de Instruções de Plantio clicando aqui.
Guia completo
O período entre a semeadura e o aparecimento das primeiras folhas é crucial para o bom desenvolvimento de uma planta, portanto criamos este guia com dicas e informações de plantio para você!
Apesar deste ser um guia para jardineiros inexperientes, recomendamos a leitura para todos. É muito breve e selecionamos os pontos mais importantes para ter sucesso com suas sementes.
Principais Fatores
1 – Temperatura
A maioria das sementes de plantas ornamentais irá germinar com temperaturas do solo entre 15°C e 30°C. Em geral a temperatura do solo será mais fria que o ar durante o dia e mais quente que o ar durante a noite.
Cada planta, porém, possui uma faixa de temperatura limitada na qual a germinação ocorrerá mais rapidamente. Algumas sementes também requerem condições específicas para sair do estado de dormência, como por exemplo mergulhar em água por 24 horas antes do plantio.
Estas informações estão disponíveis na página de cada um de nossos produtos, na guia "Informações adicionais" em "Instruções de Plantio".
2 – Luz
Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre sementes devem ser enterradas. Algumas delas precisam de luz para germinar, portanto você deve apenas posicioná-las acima do solo. Isso geralmente se aplica às sementes muito pequenas (petúnia, lobélia, begônia, etc.). Outras precisam de escuridão total, e essas sim devem ser enterradas, geralmente de 0,5 a 1 cm de profundidade.
Esta informação também estará sempre disponível na guia "Instruções de Plantio" de cada um de nossos produtos.
Atenção! Nunca deixe as sementes expostas à luz direta do sol! Apesar de muitas delas conseguirem tolerar bem a luz direta, sempre é melhor que recebam luz filtrada durante a germinação. Após a formação das folhas elas podem ser movidas para local com iluminação apropriada.
3 – Substrato
Após germinar, as sementes começam a criar as raízes, que serão responsáveis pelo desenvolvimento das folhas. As primeiras raízes, no entanto, são muito frágeis e por isso têm dificuldade em penetrar no solo. Para garantir que as elas cresçam bem, o ideal é utilizar substrato para jardim com base de turfa (encontrado em supermercados ou casas do ramo). Esse tipo de substrato é muito mais leve que a terra de jardim e permite melhor a circulação do ar.
Em lugares onde o substrato não estiver disponível, a terra comum bem trabalhada pode ser usada. Nunca utilize areia no entanto, pois por ser muito compacta diminui a oxigenação das raízes.
4 – Umidade
Após o plantio das sementes, é indispensável manter o substrato úmido, pois toda água necessária para a germinação é absorvida nas primeiras 14 horas. Deixar o solo secar é um erro comum, e acaba matando as plantas jovens.
Também tenha cuidado com o excesso de água, principalmente se estiver utilizando solo muito compactados, pois pode atrair problemas com fungos. Sempre garanta boa drenagem dos vasos/sementeiras.
Como plantar?
Há várias formas de plantar suas sementes - você pode até mesmo jogá-las direto na terra e esperar que elas nasçam - mas para conseguir o maior número de plantas é recomendável começar em um ambiente o mais controlado possível, e depois transplantar para o local definitivo quando já estiverem maiores.
Para isso, um bom método é utilizar pequenos vasos ou potes plásticos – potes de danone, ou até mesmo copos descartáveis são uma boa opção. Primeiro faça furos no fundo para garantir uma boa drenagem. Preencha com o substrato ou a terra, e molhe bem. Se a água não estiver saindo pelos buracos é um sinal de que eles precisam ser maiores. Se tudo estiver ok, você já pode plantar suas sementes de acordo com as instruções.
Porém cuidado para não exagerar na quantidade de sementes, pois é difícil separar as plantas depois!
Após o plantio molhe novamente, mas com mais cuidado para que elas não saiam do vaso - recomendamos utilizar um borrifador. Preste atenção principalmente em dias de muito calor e vento, pois o substrato pode secar muito rapidamente. Se preciso, regue até 2 vezes por dia até o surgimento da radícula.
Após o desenvolvimento das primeiras folhas, comece a aumentar o espaço entre as regas, para que as raízes recebam oxigênio. Permita que o solo fique levemente seco antes de molhar novamente.
O processo de acostumar a planta com a luz direta do sol também é importante. Exponha suas mudas de forma gradual, de preferência durante o período da manhã, que é mais fresco. No começo pode ser que as folhas fiquem murchas, mas em 2 ou 3 dias a maioria já estará adaptada ao sol direto.
Replantio
O momento ideal para o replantio depende da espécie e do tamanho do vaso utilizado, mas geralmente quando as plantas estão com 4 a 6 pares de folhas já podem ir para o local definitivo. Outro bom indicador é se as raízes começarem a aparecer nos furos de drenagem - isto significa que elas precisam de mais espaço para crescer!
Ao remover as plantas dos vasos tenha muito cuidado, pois ainda são muito frágeis. Evite manejar as mudas pelo caule, e sempre que possível remova o bloco de solo completo e plante do jeito que estiver, sem manusear as raízes. Caso algum acidente ocorra, plante a muda da mesma forma. A capacidade de recuperação das plantas é incrível!
Escolha de preferência um dia de garoa, ou ao menos nublado, para estressar a planta o mínimo possível. Faça no chão - ou no vaso - um buraco maior do que a bola da raiz, pois dessa forma a terra ao redor ficará mais fofa, e esta conseguirá se estabelecer mais rápido. Sempre plante acima do nível do solo para evitar apodrecimento, e regue bem após o plantio (mesmo se estiver chovendo) para evitar bolsas de ar.
Dicas
Se você é inexperiente e nunca plantou nada antes, sempre recomendamos fazer semeaduras de teste antes de utilizar todas suas sementes. Separe um terço das sementes e siga as instruções. Caso alguma coisa dê errado você ainda terá muitas outras para tentar novamente, e se tudo der certo - e temos certeza que dará! - basta prosseguir com o plantio das demais em seguida.
Agora que você já sabe como cuidar da muda até o momento do transplante, recomendamos a leitura do Guia de Cultivo - nele você encontrará respostas sobre as dúvidas mais comuns em relação ao plantio, rega, fertilização e manutenção de suas plantas.
sexta-feira, 11 de junho de 2021
Ecomuseu familiar - COMO ENRAIZAR AS PLANTAS NA ÁGUA
A metodologia é bastante simples, no entanto, existem algumas etapas e cuidados a serem tomados para que você tenha sucesso na reprodução de suas mudas. Veja então o passo a passo:
Passo 1: Escolha uma planta adulta e saudável. O processo de enraizamento na água funciona bem com a maioria das hortaliças de caule macio. Já as plantas com caules fibrosos como o alecrim, por exemplo, a técnica de estaquia funciona melhor quando aplicada diretamente na terra ou no substrato.
Passo 2: Faça a rega da planta escolhida pela manhã ou no final do dia. Aguarde por uma hora após a rega para que o caule tenha uma boa reserva de água. Logo depois, corte galhos com tamanho entre 10 e 15 centímetros, caso for muda de manjericão ou hortelã, o tamanho pode ser entre 5 e 8 centímetros.
Passo 3: Escolha um recipiente de vidro, como um copo, uma jarra ou um vaso, lave-os bem e encha com água limpa.
Passo 4: Coloque os galhos no recipiente e observe até onde a água encosta. Então, retire o galho e retire as folhas da parte do caule que for ficar submersa para que as folhas não apodreçam. Depois, acomode-os novamente no recipiente.
Passo 5: Coloque o recipiente em um local fresco apenas com luminosidade, protegidos do sol. Troque a água a cada 3 dias, evitando que a água fique turva e também a proliferação de mosquitos.
Plantas que enraízam com mais facilidade
As estacas macias, como as da cebolinha, enraízam com maior facilidade pois a espécie tem muita facilidade de emitir raízes usando esta metodologia. Outros exemplos de cultivos são:
hortelã
manjericão
salsinha
melissa
orégano
stevia
sálvia
tomilho
As espécies semi-lenhosas, como o alecrim, também são capazes de enraizar na água, porém o processo leva mais de tempo.
Tempo de enraizamento
O tempo de enraizamento das plantas é geralmente entre 7 e 15 dias, contudo, ele vai variar de acordo com a espécie. O manjericão, por exemplo, por ter caule mais macio, enraíza mais rápido que a hortelã.
Faça suas mudas
Agora que você aprendeu como enraizar plantas em água, você já pode preparar suas mudas e fazer sua horta. Quando o caule estiver com raízes fortes e longas, este é o momento de levar as mudas para o plantio! A partir da água, você pode preparar mudas usando esta técnica, e também é possível cultivar as hortaliças através da hidroponia.
*Thiago Tadeu Campos é Especialista em Agricultura Orgânica e colunista do CicloVivo, clique aqui para ver todos os seus artigos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








